A renda para o BPC em 2026 precisa ficar em até R$ 405,25 por pessoa da família, que é 1/4 do salário mínimo de R$ 1.621. Para saber se a sua família está dentro, some a renda bruta de quem faz parte do grupo familiar e mora na mesma casa e divida pelo número dessas pessoas. Alguns valores ficam fora da soma, e gastos com tratamento podem ajudar quando a conta passa um pouco do limite.
Simular a renda da minha família com a advogada, abre em nova aba
Qual é o limite de renda do BPC em 2026?
O limite é de 1/4 do salário mínimo por pessoa: R$ 405,25 em 2026. O valor muda todo ano, junto com o salário mínimo.
O BPC, ou Benefício de Prestação Continuada, está na LOAS, a Lei 8.742/1993 (LOAS no Planalto, abre em nova aba), e é pago pelo INSS mesmo a quem nunca contribuiu. A regra de renda vale tanto para o idoso com 65 anos ou mais quanto para a pessoa com deficiência, de qualquer idade.
A renda pode passar de 1/4 do salário mínimo?
Em alguns casos, sim. Desde 2021, a LOAS permite que um regulamento amplie o limite para até meio salário mínimo por pessoa, conforme o grau da deficiência, a dependência de cuidados e os gastos com saúde.
Essa ampliação tem regras próprias e não vale de forma automática para todos os pedidos.
Na Justiça Federal, há anos o limite de 1/4 não é visto como a única forma de provar a baixa renda. Por isso uma conta um pouco acima do limite não significa, sozinha, que não há direito.
Como calcular a renda por pessoa para o BPC?
A conta tem quatro passos: listar quem entra, somar a renda bruta dessas pessoas, tirar o que a lei manda deixar de fora e dividir pelo número de pessoas.
Liste quem faz parte do grupo familiar
Entram quem pede o BPC, o cônjuge ou companheiro, os pais (ou padrasto e madrasta), os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros e os menores sob tutela, todos morando na mesma casa.
Some a renda bruta de cada um
Use o valor antes do que fica retido no contracheque. Inclua trabalho sem carteira, aposentadorias, pensões e pensão alimentícia.
Tire o que fica fora da soma
Bolsa Família, estágio, jovem aprendiz e o BPC ou benefício de até 1 salário mínimo de outro idoso ou pessoa com deficiência da casa.
Divida pelo número de pessoas
O resultado é a renda por pessoa. Compare com R$ 405,25.
Exemplo completo de cálculo
Uma idosa de 67 anos mora com o marido, de 70 anos, que é aposentado com 1 salário mínimo, e com a filha solteira, que trabalha de carteira e ganha R$ 1.200.
Acima do limite de R$ 405,25. Vale olhar os gastos com saúde e a média da renda antes de decidir.
O que entra e o que não entra na renda do BPC?
Entram salários, bicos, aposentadorias, pensões e pensão alimentícia. Ficam fora os programas de transferência de renda, estágio, aprendizagem e o benefício de até 1 salário mínimo de outro idoso ou pessoa com deficiência.
| Tipo de renda | Entra na conta? | Observação |
|---|---|---|
| Salário de carteira assinada | Sim | Pelo valor bruto |
| Bico, diária, venda ou MEI | Sim | Pela média, quando o valor muda |
| Aposentadoria ou pensão acima de 1 salário mínimo | Sim | Inteira |
| Pensão alimentícia recebida | Sim | Mesmo paga por quem mora em outra casa |
| Bolsa Família | Não | Programa de transferência de renda |
| Estágio e jovem aprendiz | Não | Ficam fora por lei |
| BPC de outra pessoa da casa | Não | De idoso ou de pessoa com deficiência |
| Benefício do INSS de até 1 salário mínimo de idoso ou pessoa com deficiência | Não | Conforme a regra da LOAS |
Por que a renda do CadÚnico precisa bater com o pedido?
O INSS compara a renda informada no pedido com a do CadÚnico e com outros cadastros do governo. Se os dados não batem, o pedido pode travar ou ser negado.
O CadÚnico é o Cadastro Único do governo federal, feito e atualizado no CRAS, o centro de assistência social da sua cidade. Atualize o cadastro antes de pedir o BPC no Meu INSS, o aplicativo e site oficial do INSS.
Para saber quais papéis comprovam cada renda, use a lista de documentos para o BPC LOAS.
Como fica a renda que muda todo mês, como bico e safra?
Quando a renda sobe e desce, como no bico ou no trabalho por safra, a conta deve olhar a média dos meses, e não só o mês do pedido. Um mês bom não tira o direito, e um mês ruim não o cria.
Veja o exemplo de uma diarista que mora sozinha com o filho autista. Em alguns meses ela consegue mais faxinas; em outros, quase nenhuma.
Dentro do limite, mesmo com meses em que ela ganhou R$ 1.200.
Anote o que recebe a cada mês num caderno ou no celular. Esse controle ajuda a explicar a renda no CadÚnico e no pedido.
Quais despesas podem ser abatidas da renda do BPC?
Gastos com saúde que o SUS não oferece podem ser considerados na avaliação do BPC. Eles ajudam principalmente quando a renda passa pouco do limite.
A Lei 14.176/2021 incluiu na LOAS a possibilidade de considerar o quanto o orçamento da família fica comprometido com o cuidado do idoso ou da pessoa com deficiência.
- Remédios que o SUS não fornece ou que estão em falta.
- Fraldas e alimentação especial.
- Consultas, exames e terapias pagas por falta de vaga no SUS.
- Outros tratamentos de saúde indicados pelo médico.
Exemplo com despesas comprovadas
Uma família de 4 pessoas tem renda de R$ 2.000 e gasta R$ 420 por mês, com recibos, em terapia e remédios para o filho com deficiência.
Sem os gastos, a conta daria R$ 500 por pessoa. Com eles, fica abaixo do limite. A forma de aplicar essa conta depende das regras do INSS e, muitas vezes, é discutida no recurso ou na Justiça.
Quais erros mais aparecem na conta da renda do BPC?
Os erros mais comuns são contar pessoas que não entram, somar valores que a lei deixa de fora e usar só o mês do pedido. Qualquer um deles pode levar a uma desistência sem motivo.
- Somar a aposentadoria da avó ou o salário do tio que mora junto.
- Incluir o Bolsa Família na renda da casa.
- Somar o salário do filho que é jovem aprendiz.
- Usar o valor de um mês bom de bico como se fosse todo mês.
- Deixar o CadÚnico com pessoas que já saíram de casa.
- Jogar fora recibos de remédios, fraldas e terapias.
Vale fazer a conta sozinha ou com advogada?
Muitas famílias conseguem fazer a conta com este guia. A ajuda faz mais diferença quando há renda variável, gastos altos com saúde ou pessoas que entram e saem da casa.
Veja a comparação em BPC com advogado ou sozinho pelo Meu INSS.
Se quiser conversar sobre o seu caso, confira os horários de atendimento pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes sobre a renda para o BPC
As dúvidas mais comuns de quem está fazendo a conta da renda da família.
Qual é a renda para o BPC em 2026?
Até R$ 405,25 por pessoa da família, que é 1/4 do salário mínimo de R$ 1.621. O valor muda todo ano com o salário mínimo.
Quem mora sozinho pode receber o BPC?
Pode. Nesse caso, a família tem uma pessoa só, e a renda dela precisa ficar em até R$ 405,25 por mês, além dos outros requisitos do BPC.
O BPC de outra pessoa da casa entra na conta?
Não. O BPC ou o benefício de até 1 salário mínimo de outro idoso ou pessoa com deficiência da família fica fora da soma da renda.
Gastos com remédios podem ajudar na conta?
Podem. Gastos com remédios, fraldas, alimentação especial e tratamentos que o SUS não oferece podem ser considerados. Guarde notas e recibos.
O INSS usa a renda informada no CadÚnico?
Sim. O INSS confere o CadÚnico e outros cadastros do governo. Por isso o cadastro precisa estar atualizado e igual ao que foi informado no pedido.